segunda-feira, 30 de março de 2009

Download de músicas e filmes: Renovar ou Proibir

O download tornou-se algo comum na vida de qualquer pessoa. Hoje em dia qualquer indivíduo que sabe navegar na web, pode baixar músicas, filmes, livros, etc., e utiliza dessa prática quase diariamente.
Por esse motivo, as vendas dos CDs originais despencaram, já que o mesmo pode ser encontrado na Internet e ser baixado de graça.
E o que as industrias de discografia deveriam fazer para não se prejudicar ainda mais, deveriam
RENOVAR OU PROIBIR???

Com intuito de proibir está prática, está em discussão desde 1999, um projeto de Lei proposto pelo Senador Azevedo, que visa tornar crime a divulgação, a utilização, a comercialização e disponibilização de dados e informações pessoais.

A PROPOSTA TIPIFICA 13 NOVOS TIPOS DE CRIMES. Se aprovada, entram para o Código Penal manipulações de informações, difusão de vírus eletrônico, clonagem de senhas bancárias, falsificação de cartão de crédito, divulgação e informações contidas em bancos de dados, por exemplo. “A ação criminosa também pode configurar ações já tipificadas na legislação penal”, afirmou Régis de Oliveira. Nesse caso, furto, apropriação indébita, estelionato, violação da intimidade ou do sigilo das comunicações, crimes praticados contra o sistema financeiro, contra a legislação autoral, contra o consumidor e a divulgação de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes são reforçados com o novo projeto”


MAS SERIA ESSA A MELHOR ALTERNATIVA? Será que entrando em vigor está lei os internautas mudariam realmente o seu comportamento e deixariam de baixar arquivos?

Pensando nisso, algumas bandas vem buscando alternativas que permitam lidar com o momento atual, sem maiores prejuízos. Utilizando ESTRATÉGIAS para burlar os downloads gratuitos. Como por exemplo, podemos citar o Grupo Britânico “Radiohead”, que lançou seu novo CD com o esquema "Pague Quanto Quiser ou Puder". Onde os fãs poderiam pagar o que achassem que as músicas da banda valeriam. E mesmo com a baixa venda, o cd vendeu mais do que o álbum lançado em 2003. Outro exemplo a ser citado, seria o do Grupo "Nine Inch Nails", que disponibilizou as músicas do CD para download gratuitamente, se tornando o álbum mais vendido do ano de 2008.

Sem dúvidas de que A SAÍDA ESTÁ EM INOVAR e uma opção para renovar esse mercado discográfico, talvez seria as gravadoras procurarem meios para baratear o valor dos cds, utilizando um dos seus maiores inimigos, o download. Por exemplo: se as gravadoras disponibilizassem o cd para ser baixado na internet no site da própria gravadora ou da banda por um valor fixo, dessa forma estariam economizando tanto na impressão, quanto na reprodução e proporcionando ao consumidor uma alternativa para adquirir os cds sem prejudicar a artista/gravadoras e sem precisar pagar caro. Assim nem a industria discográfica iria perder nem o consumidor também. Acho que essa seria mais uma opção a ser analisada.
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2 comentários:

  1. Se desde os primórdios da internet não ocorreu esses limites, agora se torna ainda mais difícil, pois os comportamentos dos internautas concerteza não mudará, a tendência é essa, mas eles podem se adaptar a novas maneiras de utilizar a web e isso é uma qustão a ser pensada, não limitar o acesso, mas sim obter uma fiscalização mais severa. Como exemplo, em lan houses, muitas pessoas acessam sem ao menos ter um cadastro, se caso ocorrer algum tipo de crime que venha ter sido cometido dentro da mesma, como identificar quem foi? Deveria ter também censura para menores de 18 anos, em fim, existe muitas formas de evitar que já devia ter sido feito.

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  2. Oi Anne... ótimo comentário..

    A respeito da necessidade do cadastro nas lan houses, seria uma burocracia realmente necessária, pois inibiria certas práticas. Mas, por haver lan houses que não exigem cadastro, as pessoas acabam migrando para as que tem mais facilidade.

    O que falta a esses estabelecimentos é pensar também na função social da empresa e não visar somente o lucro. Nessas lan house de bairro, o maior público são crianças e quem fiscaliza o que é acessado e o tempo de permanência? Afinal, quanto mais tempo permanecerem, maior será receita.

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